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Notícias das Américas

Relações EUA-América Latina caminham em direção construtiva

Merle David Kellerhals Jr. da equipe de redação

Washington, 6 de janeiro de 2011 - Os Estados Unidos acreditam que foram bem-sucedidos em mudar o equilíbrio das relações entre os EUA e a América Latina para uma direção positiva e construtiva e a abordagem está obtendo resultados, diz o secretário de Estado adjunto Arturo Valenzuela.

Durante pronunciamento feito em 6 de janeiro, Valenzuela disse que as prioridades americanas baseiam-se na premissa de que os Estados Unidos têm interesse crucial em contribuir para um continente estável, próspero e democrático, capaz de desempenhar um papel vital no sistema internacional.

“Atingir esse objetivo exigiu uma mudança importante na condução da política externa dos EUA”, afirmou Valenzuela, em pronunciamento preparado para apresentação no Instituto Brookings, centro de pesquisa de políticas públicas sediado em Washington.

 “Os Estados Unidos devem ser um parceiro mais eficaz e determinado na ajuda aos países de todo o continente a atingir seus próprios caminhos escolhidos conforme determinação de seu próprio povo”, disse ele.

Valenzuela, secretário de Estado adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental, disse que duas tendências poderosas e convergentes na América Latina são responsáveis pelas grandes mudanças que estão ocorrendo. A primeira é a consolidação das democracias de mercado bem-sucedidas, alcançando grandes ganhos no atendimento das necessidades de suas populações.

A segunda tendência é a crescente integração global da América Latina. O efeito dessas duas tendências é fundamentalmente a reordenação da interação dos EUA com todas as nações da América Latina, afirmou.

Segundo Valenzuela, os grandes desafios de desigualdade, impunidade do poder político, falta de direitos, instituições ineficazes e falta de oportunidades, enfrentados pela região anteriormente, estão retrocedendo. Agora, as nações do continente estão percebendo que têm interesses em novos desafios globais, como segurança alimentar, mudanças climáticas, crime transfronteiriço e competitividade econômica.

O presidente Obama concentrou seus esforços em quatro prioridades essenciais de amplo alcance para as pessoas em todas as sociedades, disse Valenzuela.

As quatro prioridades incluem promover oportunidades sociais e econômicas para todos; assegurar um futuro com energia limpa; garantir proteção e segurança pública; e construir governos democráticos eficazes.

Os Estados Unidos buscam essas prioridades ao mesmo que fortalecem as instituições multilaterais e regionais, como a Organização dos Estados Americanos, acrescentou.

Juntamente com esses objetivos, disse Valenzuela, há um período de saúde econômica e política em todo o Continente Americano, muito diferente do passado distante. Por exemplo, o crescimento econômico na região está projetado para ultrapassar 5% em 2011. O que ajudou essa projeção foi a região ter evitado os piores efeitos da crise econômica mais recente.

Em 2009, o comércio de mercadorias entre os Estados Unidos, a América Latina e o Caribe alcançou US$ 524 bilhões, e mais de 40% das exportações da região foram para os Estados Unidos. Isso tornou os Estados Unidos o maior destino das exportações da região, bem como a maior fonte de investimento estrangeiro direto na região.

Segundo Valenzuela, o Continente Americano, incluindo o Canadá, absorve 42% das exportações americanas. Metade das importações de energia dos EUA vem do Continente Americano, acrescentou.