Skip Global Navigation to Main Content
Skip Breadcrumb Navigation
Notícias

Robôs dos EUA enviados para ajudar nos esforços de recuperação do Japão

Washington, 7 de abril de 2011 - Kathryn McConnell, da equipe de redação
Um iRobot Warrior remove escombros

Um iRobot Warrior remove escombros

Eles podem ver atrás de esquinas, movimentar-se por terrenos acidentados e recolher materiais perigosos demais para serem manuseados por seres humanos.

Robôs automatizados enviados recentemente por duas empresas americanas e um laboratório do governo vão ajudar trabalhadores na usina nuclear de Fukushima Daiichi no nordeste do Japão, danificada após o terremoto e o tsunami de 11 de março. Autoridades japonesas perguntaram a seus pares americanos que tecnologia teriam disponível para ajudar quando os sistemas de resfriamento da usina superaqueceram e liberaram radiação.

"Sistemas robotizados normalmente são usados em situações em que seria arriscado colocar pessoas no local", disse David Miller, diretor de Ciências e Engenharia do Laboratório Nacional de Idaho, em Idaho Falls.

"Estamos colocando ferramentas à disposição das pessoas no Japão para que possam decidir quais preferem usar", afirmou.

Vinte dias após o tsunami foram enviados quatro robôs da empresa de robótica iRobot, de Bedford, Massachusetts. Com eles viajaram seis especialistas para treinar autoridades japonesas sobre como utilizar as unidades.

Os robôs alimentados por bateria são equipados com várias câmeras e sensores que fazem a transmissão sem fio de informações a um operador em um terminal do tipo console de jogos a uma distância segura. Dois robôs da empresa são PackBots de 22,3 kg próprios para detectar contaminantes químicos, biológicos e radiológicos. As Forças Armadas dos EUA, o Departamento de Segurança Interna, militares estrangeiros e departamentos de polícia estaduais e locais usam Packbots para remoção de bombas e trabalho de busca e resgate, disse Tim Trainer, vice-presidente da empresa.

As outras duas unidades são modelos mais pesados Warrior. Com quase 160 kg, um Warrior pode se movimentar a 13 quilômetros por hora, subir escadas, carregar mangueiras de incêndio e levantar 52,3 quilos com um longo braço mecânico.

Detectando perigos, protegendo vidas

Logo depois do embarque do iRobot, seis robôs da QinetiQ North America, com sede na Virgínia, incluindo desde máquinas leves de vigilância até veículos pesados de construção, também foram enviados ao Japão.

O Dragon Runner de 6,3 kg da QinetiQ foi projetado para fazer investigações em espaços pequenos como túneis e bueiros. O TALON de 52,3 kg, da mesma empresa, também usado pelas Forças Armadas dos EUA, pode detectar até 7.500 riscos ambientais, entre eles, substâncias tóxicas, gases voláteis e radioatividade. Ele possui visão noturna e pode transmitir dados visuais e de áudio de até mil metros de distância do controle. A empresa enviou dois de cada um desses ao Japão.

Ela mandou duas minicarregadeiras Bobcat com caçamba dianteira, equipadas com kits para robôs QinetiQ que transmitem dados visuais e de áudio e permitem que as caçambas sejam acionadas por controle remoto, disse Jennifer Pickett da QinetiQ. As caçambas podem lidar com minas terrestres e material bélico não detonado.

O laboratório de Idaho preparou para envio ao Japão um TALON configurado com dispositivo de detecção de radiação e um sistema de posicionamento global que pode ajudar os operadores a mapear os locais de contaminação. "Caso os destroços sejam deslocados, poderá haver exposição de radiação que não havia no dia anterior. Nosso sistema ajudará a localizar a fonte de contaminação", informou Miller.

Robôs vem sendo usados em outras cenas de desastre. No local do World Trade Center, destruído no atentado terrorista de 11 de setembro de 2001, em Nova York, os robôs forneceram às equipes de recuperação uma ideia da situação do ambiente e se era seguro entrar.

Uma unidade marítima autônoma do iRobot chamada Seaglider foi usada para monitorar a qualidade da água do mar no Golfo do México depois do derramamento de petróleo que durou meses em 2010.