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Obama inaugura memorial para Martin Luther King Jr.
Mackenzie C. Babb | Da equipe de redação | 16 de outubro de 2011
Washington — O presidente Obama inaugurou um novo memorial em Washington para Martin Luther King Jr, o líder de direitos civis mais importante do país, dizendo que o legado de Luther King mostra que a “mudança é possível se não desistirmos”.
“Um terremoto e um furacão podem ter adiado este dia, mas este é um dia que não seria negado”, disse Obama em 16 de outubro durante a cerimônia de inauguração no National Mall. Adiada devido às condições climáticas extremas, a inauguração do memorial estava originalmente marcada para 28 de agosto para coincidir com o 48o aniversário da Marcha para Washington pelos direitos civis durante a qual Luther King pronunciou seu famoso discurso Eu Tenho um Sonho, defendendo a harmonia racial.
“Neste dia, comemoramos o retorno de Martin Luther King Jr. ao National Mall”, disse Obama para uma multidão de milhares de pessoas reunida no memorial, situado a sudeste do Memorial de Lincoln onde Luther King proferiu seu discurso em 1963.
“É certo homenagearmos aquela marcha, exaltarmos o discurso Eu Tenho um Sonho de Luther King. Porque sem aquele momento brilhante, sem as palavras gloriosas de Luther King, talvez não tivéssemos tido a coragem de chegar tão longe quanto chegamos”, disse Obama.
Segundo ele, os Estados Unidos hoje são um país mais justo e livre do que durante as décadas de 1950 e 1960 quando Luther King lutou pela igualdade racial. Obama disse que os avanços manifestam-se “em milhões de maneiras, grandes e pequenas, por toda esta nação todos os dias quando pessoas de todas as cores e credos vivem juntas, trabalham juntas, lutam ao lado umas das outras, aprendem juntas, constroem juntas e amam umas as outras”.
“Neste lugar, ele permanecerá todo o tempo entre monumentos àqueles que fundaram esta nação e àqueles que defenderam esta nação”, acrescentou Obama. O memorial é o primeiro no National Mall a homenagear um homem que não foi nem presidente nem herói de guerra. Luther King, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, também é o primeiro afro-americano a receber um memorial no local.
O presidente disse que o monumento foi erguido não somente para Luther King, mas também para todos os líderes e ativistas do movimento pelos direitos civis. Ele afirmou que a “imensa e icônica” estátua de granito de 9,14 metros de altura representa “todos os homens e mulheres que, por meio de incontáveis atos de heroísmo silencioso, ajudaram a realizar mudanças que poucos achavam ser possíveis”.
Obama, o primeiro presidente afro-americano dos Estados Unidos, credita a Luther King ter aberto seu caminho para a Casa Branca. Antes de seu pronunciamento, Obama deixou uma cópia de seu discurso de posse de 2009 em uma cápsula do tempo no local do monumento.
A primeira-dama, Michelle Obama, o vice-presidente Biden e sua esposa, Jill, acompanharam o presidente na inauguração. Vários líderes de direitos civis, poetas e músicos também participaram da cerimônia, entre eles a famosa cantora Aretha Franklin, que fez um discurso e uma apresentação.
Obama disse que Luther King, assassinado em 1968, era um “pastor negro sem posto ou título oficial que de alguma forma deu voz aos nossos sonhos mais profundos e aos nossos ideais mais duradouros”. O presidente elogiou os esforços de não violência de Luther King para transformar “não apenas leis, mas também corações e mentes” e disse que o legado de Luther King mostra que a “mudança é possível se não desistirmos”.
Obama também chamou Luther King de “a quinta-essência americana” porque, “por todas as dificuldades que enfrentamos, por toda a nossa história às vezes trágica, nossa história é de otimismo e conquistas e luta constante única nesta Terra. E é por isso que o resto do mundo ainda olha para nós buscando liderança”.
“Este é um país onde pessoas simples encontram no seu coração a coragem para fazer coisas extraordinárias; a coragem de se levantar em face da resistência e do desespero mais ferozes e apontar o que é certo e o que é errado; não vamos aceitar o que os céticos nos dizem que temos de aceitar e vamos alcançar sempre, não importa as dificuldades, o que sabemos ser possível.”