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Casa Branca: Informativo sobre as relações econômicas EUA-Brasil

15 de março de 2011

Fortalecimento de vínculos econômicos contribui para empregos e crescimento

Os Estados Unidos e o Brasil, as duas maiores economias e maiores democracias do Continente Americano, mantêm uma das relações comerciais e econômicas mais importantes do mundo. O Brasil é o nosso 10o maior parceiro comercial. As exportações de bens e serviços dos EUA para o Brasil em 2010 são estimadas em mais de US$ 50 bilhões, o que sustentará mais de 250 mil empregos. As exportações de bens e serviços dos EUA para o Brasil estão crescendo duas vezes mais rápido que toda a exportação de bens e serviços dos EUA.

O Brasil é um ator global emergente e uma potência econômica. Com PIB de mais de US$ 2 trilhões em 2010, o Brasil é a 7a maior economia do mundo e responde por cerca de 60% do PIB total da América do Sul. A economia do Brasil cresceu 7,5% em 2010 e está prevista crescer entre 4% e 5% em 2011.

Com o aprofundamento das relações entre os EUA e o Brasil, buscamos basear nossa cooperação em setores privados fortes e dinâmicos, em compromisso com comércio justo e aberto e integração econômica e energética contínua. O fortalecimento das relações econômicas e comerciais entre os EUA e o Brasil por meio de parcerias mais consistentes na área de energia (inclusive nos setores de energia limpa, biocombustíveis e petróleo), cooperação em infraestrutura e desenvolvimento em outros países permitirá que os dois países cresçam e ao mesmo tempo estreite os laços entre os EUA e a América Latina. 

Uma importante parceria comercial

• O comércio de mão dupla entre os Estados Unidos e o Brasil dobrou na última década, chegando a mais de US$ 80 bilhões em 2010, e o investimento e o capital fluem nas duas direções. Nos últimos cinco anos, a exportação de bens e serviços mais que dobrou, passando de US$ 18,7 bilhões em 2004 para US$ 38,8 bilhões em 2009.

• Com 193 milhões dos consumidores mundiais e uma renda per capita que deverá crescer 6% ao ano, a demanda do Brasil por produtos importados mais que triplicou, indo de US$ 47,2 bilhões em 2002 para US$ 181,6 bilhões em 2010.

• Desde 2002, as exportações de mercadorias dos EUA para o Brasil quase triplicaram, crescendo de US$ 12,4 bilhões em 2002 para US$ 35,4 bilhões em 2010. Em 2010, as exportações de produtos americanos para o Brasil cresceram 35% em relação a 2009. O Brasil recebe mais exportações dos EUA do que de qualquer outra nação, cerca de 15% de todos os produtos exportados para o Brasil.

• Essas exportações consistiram de bens de setores de alta tecnologia e que produzem valor. Em 2010, a maior categoria de produtos exportados dos EUA para o Brasil foi a de maquinário, no valor de US$ 7,2 bilhões. Outras categorias de exportação importantes em 2010 incluíam aviões e peças (US$ 4,4 bilhões), maquinário elétrico (US$ 4,3 bilhões) e produtos químicos orgânicos (US$ 2 bilhões).

• As exportações para o Brasil beneficiam empresas e empreendedores em todo o país. Todos os anos nos últimos 10 anos, exportadores em todos os 50 estados e no Distrito de Colúmbia registraram exportações para o Brasil. Em 2010, dois terços dos estados dos Estados Unidos (34 no total) relataram exportações de bens em valor superior a US$ 100 milhões.

• A exportação de serviços dos EUA para o Brasil também cresceu. De 2002 a 2009, a exportação de serviços dos EUA para o Brasil mais que dobrou, passando de US$ 5,1 bilhões em 2002 para quase US$ 12,7 bilhões em 2009. Entre essas exportações estavam serviços de telecomunicações no valor de US$ 1,5 bilhão e serviços de comunicações e informação no total de US$ 350 milhões.
      
• Cerca de 1 milhão de brasileiros visitou os EUA em 2009, número muito superior aos 405 mil de 2002, e gastou mais de US$ 4,5 bilhões. Em 2015, o Departamento de Comércio estima que o Brasil será a quinta maior fonte de visitantes para os EUA.

• Os 15 maiores estados exportadores para o Brasil (em milhões de dólares americanos)

Estado 2005  2006 2007 2008 2009 2010
Texas $2.298 $3.184 $3.905 $5.960  $5.044 $7.198
Flórida $3.057 $3.699 $3.959 $4.919  $4.287 $4.723
Califórnia $1.398 $1.607 $2.034 $2.322 $2.050 $2.820
Illinois $1.109 $1.300 $1.379 $1.907 $1.246 $2.067
Louisiana $351 $464 $609 $1.144 $677 $1.392
Ohio $506 $516 $1.335 $1.963 $1.098 $1.374
Pensilvânia $469 $402 $598 $1.126 $562 $1.265
Kentucky $451 $550 $765 $557  $897 $860
Geórgia $363 $430 $495 $799 $589  $850
Indiana $238 $292 $512 $637 $534 $823
Nova York $446 $436 $603  $651 $619 $814
Nova Jersey $308 $594 $504 $620 $684 $800
Carolina do Norte $315 $362 $555  $591  $592  $682
Alabama $208 $325 $464  $530  $418  $662
Virgínia $275 $420  $518  $639  $482  $643
Fonte: Trade Stats Express

Conquistando o futuro com investimentos

As empresas e os trabalhadores dos EUA e do Brasil estão aproveitando os benefícios de uma relação econômica mais forte por meio de comércio e investimentos. As empresas brasileiros abriram fábricas nos EUA, criando empregos americanos. Ao mesmo tempo, firmas americanas estão exportando tecnologia limpa que sustenta crescimento verde e atende a milhões de brasileiros.

• Havia US$ 57 bilhões em investimento estrangeiro direto dos EUA no Brasil no final de 2009.

• As firmas brasileiras fizeram investimentos substanciais nos EUA no valor de bilhões de dólares durante a última década. Entre 2003 e 2010, foram anunciados 47 projetos com investimento de capital no total de US$ 2,5 bilhões. Quando terminados, esses projetos poderão criar 4.806 novos empregos em diversos setores, da tecnologia da informação à siderurgia.

• Subsidiárias americanas de empresas brasileiras empregaram 42.200 pessoas nos Estados Unidos desde 2008.

Negócios entre EUA e Brasil criam empregos e promovem crescimento econômico

Em todos os Estados Unidos, pequenas e grandes empresas estão criando empregos mediante comércio com o Brasil. Alguns exemplos recentes incluem:

• A WindStream (Nova Albany, IN) fechou um negócio de mais de US$ 10 milhões com a Wind Force Energia, distribuidora brasileira de tecnologia limpa, para 30 mil unidades de turbina eólica. A WindStream começará a entregar essas unidades no final deste mês e continuará durante os próximos três anos O produto será usado no Brasil tanto em soluções na rede quanto fora da rede de distribuição elétrica para aplicações urbanas e rurais. Esse negócio resultará em 150 novos empregos em Indiana.

• A Capstone Turbine (Chatsworth, CA), fabricante de sistemas de energia de tecnologia limpa com microturbinas, com 200 empregados, terminou recentemente um trabalho sob contrato de US$ 2 milhões com a brasileira Fluxo Serviços de Petróleo para sistemas com microturbinas. As turbinas, fabricadas na Califórnia, foram enviadas para a Copasa, no Brasil, onde produzem energia limpa de biogás metano como uma estação de tratamento de esgoto que atende a milhões de habitantes brasileiros.

• A Rhino Assembly Corporation (Charlotte, NC), pequena empresa com 19 empregados, fornece e repara ferramentas de montagem aeroespaciais e automotivas. Quando participava do Trade Winds Forum Brasil no ano passado, em São Paulo, a empresa desenvolveu um relacionamento com a ASA Brasil, distribuidora brasileira de ferramentas e equipamentos, que resultou em vendas de mais de US$ 615 mil nos últimos 12 meses e na contratação de novos empregados na Carolina do Norte.

• A Sikorsky Aircraft (Stratford, CT) vendeu centenas de helicópteros nos últimos 35 anos a compradores brasileiros. O governo brasileiro comprou recentemente quatro helicópteros Sikorsky S-70B SEAHAWK , no valor de US$ 165 milhões e aprovou um financiamento para mais dois aviões S-70B. A Petrobras do Brasil comprou oito helicópteros pesados S-92 (no valor total de US$ 200 milhões) e quatro helicópteros médios S-76 (US$ 50 milhões). A Sikorsky entregará à Petrobrás um nono helicóptero pesado S-92 ainda este ano. Esses pedidos de helicópteros do Brasil ajudam a sustentar uma grande força de trabalho qualificada nas fábricas da Sikorsky em Stratford, CT; Troy, AL; e Coatesville, PA.

Parceiros na comunidade econômica global

Os Estados Unidos têm trabalhado continuamente para estreitar os laços com o Brasil e os laços do Brasil com a comunidade econômica global.

• Os EUA têm pressionado com sucesso para que as principais economias emergentes, como o Brasil, exerçam papel mais expressivo nos assuntos econômicos globais e defenderam ferrenhamente o G-20 como principal fórum de cooperação econômica e financeira global.

• Os EUA atuaram vigorosamente para reforçar o papel de países de mercado emergente fundamentais como o Brasil na governança do FMI e do Banco Mundial.

• O Brasil passou de beneficiário de ajuda externa e devedor do FMI para doador de ajuda externa, e é atualmente o 10o maior acionista do FMI.

• Os Estados Unidos e o Brasil cooperam em uma série de projetos que compreendem desde assistência técnica a outros países latino-americanos e na África em áreas como segurança alimentar, biocombustíveis sustentáveis e desenvolvimento de energia limpa.