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O mundo se une na insistência pela renúncia de Kadafi

Washington, 12 de maio de 2011- Stephen Kaufman, da equipe de redação
O senador John Kerry, no pódio, com membros do Conselho Nacional de Transição da Líbia, que visitam Washington para reuniões com autoridades americanas

O senador John Kerry, no pódio, com membros do Conselho Nacional de Transição da Líbia, que visitam Washington para reuniões com autoridades americanas

A cooperação internacional aumentou a pressão sobre o regime do líder líbio Muamar Kadafi e dificultou a continuação dos ataques contra o povo líbio, afirmou uma autoridade do Departamento de Estado, acrescentando que o governo Obama continuará os esforços para apoiar o povo líbio via meios econômicos, militares e políticos.

Ao falar à Comissão de Relações Exteriores do Senado dos EUA em 12 de maio, o subsecretário de Estado, James Steinberg, disse que, por meio de imposição de uma zona de exclusão aérea, embargo de armas, congelamento de ativos e proibição de viajar, a comunidade internacional manda uma clara mensagem a Kadafi e seu governo de que "não há retorno à situação anterior".

"A comunidade internacional está cada vez mais unida em torno da insistência compartilhada de que Kadafi deve sair", disse Steinberg.

A Corporação Nacional de Petróleo e o banco central da Líbia entraram na "lista negra", informou. As sanções financeiras privaram o regime de Kadafi de recursos e ativos que poderiam ser usados para reprimir o povo líbio.

Segundo Steinberg, o regime foi forçado a interromper as exportações de petróleo e enfrenta dificuldades para obter petróleo refinado. Além disso, revelou que há indícios de que "o regime não tenha mais recursos para pagar seus adeptos para participar de comícios e manifestações".

O governo Obama e outros governos planejam adotar novas medidas unilaterais para apertar o cerco a autoridades do regime, bancos e empresas ligados ao regime e redes satélites", disse Steinberg.

Ao mesmo tempo que negam apoio ao regime de Kadafi, os Estados Unidos apoiam o principal grupo de oposição da Líbia, o Conselho Nacional de Transição, com até US$ 25 milhões em ajuda "não letal", inclusive suprimentos médicos, botas, tendas, rações e equipamentos de proteção pessoal, explicou.

Steinberg disse também que os Estados Unidos estão fornecendo mais de US$ 53 milhões em assistência humanitária na Líbia e continuam em busca de outras formas para apoiar as operações humanitárias no país.

Em seguida ao apelo da Liga Árabe em 12 de março por uma zona de exclusão aérea e embargo de armas contra a Líbia, endossado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, os Estados Unidos inicialmente tomaram as rédeas na aplicação dos esforços militares, mas seu papel evoluiu para principalmente oferecer apoio à Otan, organização que assumiu o comando da operação.