Notas à Imprensa
Pronunciamento do presidente Obama sobre a Líbia
A CASA
BRANCA
Escritório do secretário de Imprensa
Para divulgação Imediata
12 de março de 2011
PRONUNCIAMENTO DO PRESIDENTE SOBRE A LÍBIA
Centro de Convenções Tryp Brasil 21Brasília, Brasil
17h07m Horário de Brasília
O PRESIDENTE: Boa tarde a todos. Hoje eu autorizei as Forças Armadas dos Estados Unidos a iniciarem uma ação militar restrita na Líbia em apoio a um esforço internacional para proteger os cidadãos líbios. Essa ação acabou de ser iniciada.
Nesse esforço, os Estados Unidos estão agindo junto a uma coalizão mais ampla que está comprometida em aplicar as determinações da Resolução de 1973 do Conselho de Segurança da ONU, que requer a proteção do povo líbio. Essa coalizão se reuniu hoje em Paris para enviar uma mensagem unificada e congrega muitos de nossos parceiros europeu e árabes.
Este não é um resultado que os Estados Unidos ou quaisquer de nossos parceiros tenham buscado. Ontem mesmo, a comunidade internacional ofereceu a Muammar Khadafi a oportunidade de procurar um cessar-fogo que parasse a violência contra civis e os avanços das forças de Khadafi. Mas, apesar das palavras vazias de seu governo, ele ignorou essa oportunidade. Seus ataques ao seu próprio povo continuam. Suas forças continuam se movendo. E o perigo enfrentado pelo povo líbio tem aumentado.
Estou profundamente consciente dos riscos de qualquer ação militar, a despeito de quaisquer limites que imponhamos às mesmas. Quero que o povo americano saiba que o uso da força não é nossa primeira escolha e não é uma escolha que eu faça de forma impulsiva. Mas não podemos ficar inertes quando um tirano diz a seu povo que não haverá misericórdia e suas forças aumentam os ataques a cidades como Benghazi e Misurata, onde homens e mulheres inocentes enfrentam a brutalidade e a morte nas mãos de seu próprio governo.
Portanto, temos que ser claros: ações têm consequência e o mandado da comunidade internacional deve ser cumprido. Essa é a razão desta coalizão.
Como parte deste esforço, os Estados Unidos contribuirão com nossas habilidades únicas à frente da missão de proteger os civis líbios e permitir o estabelecimento de uma área de exclusão aérea que será conduzida por nossos parceiros internacionais. E, como eu disse ontem, nós não vamos - eu repito - nós não vamos enviar tropas dos Estados Unidos para o solo.
Como Comandante-em-Chefe, tenho muita confiança nos homens e mulheres das nossas Forças Armadas que irão cumprir esta missão. Eles levam consigo o respeito de uma nação agradecida.
Também tenho orgulho de estarmos agindo como parte de uma coalizão que inclui aliados e parceiros próximos que estão preparados para cumprir sua responsabilidade de proteger o povo da Líbia e defender o mandado da comunidade internacional.
Eu agi após consultar minha equipe de segurança nacional e os líderes republicanos e democratas no Congresso. E, nas próximas horas e dias, minha administração manterá o povo americano totalmente informado. Mas, não se enganem: Hoje somos parte de um ampla coalizão. Estamos respondendo aos apelos de um povo ameaçado. E estamos agindo no interesse dos Estados Unidos e do mundo.
Muito obrigado
FIM
17h10m, Horário de Brasilia