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Mantendo a liderança global dos Estados Unidos: prioridades americanas nas Nações Unidas
7 de setembro de 2011
A secretária de Estado adjunta para Assuntos de Organizações Internacionais, Esther Brimmer, fez um pronunciamento hoje no Instituto da Paz dos EUA, em Washington, DC, onde apresentou as prioridades dos EUA nas Nações Unidas. A secretária adjunta afirmou:
“(...) Estamos aqui hoje a apenas duas semanas da abertura da 66a Assembleia Geral das Nações Unidas, quando a atenção do mundo se volta para as Nações Unidas, em Nova York. Na Assembleia Geral deste ano, vamos trabalhar junto com a comunidade internacional nos próximos passos a serem dados na assistência à transição na Líbia. Vamos abordar a crescente crise humanitária no Chifre da África e a paz e a segurança no Sudão e no Sudão do Sul. Vamos dedicar grande atenção aos desafios urgentes de saúde pública representados por doenças não transmissíveis no mundo todo. E em reuniões paralelas à Assembleia Geral da ONU, vamos conduzir junto com o Brasil a primeira reunião de chefes de Estado da Parceria sobre Transparência Governamental, reunindo os países para fortalecer a governança por meio de transparência e empoderamento dos cidadãos.
“Mas a agenda formal vai ser realizada tendo como pano de fundo os desafios globais, os desafios históricos e as novas oportunidades, assuntos amplos demais para serem abordados em salas de reunião.
“Há um ano, nenhum de nós poderia ter imaginado a transformação política sísmica que ocorre hoje em todo o Norte da África e no Oriente Médio. Embora incompleta, ela representa uma grande promessa de uma nova era na qual os impulsos democráticos e os direitos humanos são adotados, não suprimidos.
“Hoje, os novos centros de influência estão identificando os princípios fundamentais para a política externa do século 21. Do que já vimos até o momento, muitos líderes atuais e futuros moldam seus pontos de vista e sua abordagem para o mundo nos halls e corredores da ONU, onde precisamos destacar a maior responsabilidade que vem com o aumento da presença no cenário global.
“Aqui nos Estados Unidos, enfrentamos nossos desafios. Este governo reforçou nossa segurança nacional e recuperou a influência americana no mundo com participações em âmbito multilateral. No entanto, ainda há alguns aqui em Washington que pretendem forçar o recuo da liderança global exercida pelos EUA, impedindo nossa participação no sistema da ONU, aparentemente sem estarem cientes do cenário global profundamente alterado.
“É diante desse pano de fundo que quero discutir não apenas as metas dos EUA para a próxima sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, mas também a abordagem do governo para a ONU e a centralidade da diplomacia multilateral para a política externa dos EUA no século 21.
“Em resumo, a participação dos EUA na ONU nunca foi tão crucial ou mais benéfica para a nossa nação. Não podemos voltar no tempo, para uma época em que o mundo era mais simples e menos interconectado, e o engajamento multilateral era menos essencial para os principais interesses dos EUA.”