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EUA, parceiros do Haiti para a reconstrução
MacKenzie C. Babb - da equipe de redação
Washington, 7 de janeiro de 2011 — O vice-presidente Biden liderou uma equipe de autoridades do governo dos EUA em reuniões com líderes haitiano-americanos antes do aniversário de um ano do terremoto que devastou o Haiti, para discutir os "desafios sem precedentes que ainda permanecem para os esforços de recuperação e reconstrução".
Segundo declaração de 7 de janeiro da Casa Branca, a reunião de Biden "ressaltou o trabalho importante em que os Estados Unidos e seus parceiros internacionais estão engajados em parceria com o povo haitiano desde o terremoto devastador do ano passado" e enfatizou "o compromisso de longo prazo dos Estados Unidos com o Haiti".
Uma das principais áreas de cooperação entre os governos dos EUA e do Haiti tem sido o fornecimento de alimentos para os afetados pelo desastre.
"Após o terremoto, trabalhamos rapidamente para expandir a distribuição de ajuda alimentar, inicialmente para 3 milhões e depois para 4 milhões de pessoas", disse Jonathan Dworken, vice-diretor do Escritório de Alimentos para a Paz da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional.
Dworken disse durante entrevista telefônica que os esforços da USAID começaram com distribuições gerais de alimento e depois passaram para uma assistência mais dirigida, com foco em crianças e mulheres grávidas.
"Depois, à medida que os alimentos ficaram disponíveis nos mercados, fornecemos cupons de alimentos e instituímos programas de dinheiro por trabalho. Por trás dessa abordagem há o fato de que, ao realizar esses programas, temos condição de não apenas ajudar as famílias haitianas a atender suas necessidades de alimentação, mas também apoiar a recuperação dos mercados locais."
Patricia Haslach, supervisora do programa Alimentar o Futuro do Departamento de Estado, também enfatizou a importância dos alimentos e da agricultura para apoiar a recuperação total do Haiti.
"Reconhecemos que a segurança alimentar não se refere apenas aos alimentos — está também estreitamente ligada à segurança econômica, à segurança ambiental e à segurança humana", afirmou ela. A iniciativa Alimentar o Futuro trabalha em estreita colaboração com o governo do Haiti, bem como com organizações não governamentais locais, para criar progresso sustentável, acrescentou.
Cheryl Mills, assessora e chefe de gabinete da secretária de Estado, Hillary Rodham Clinton, elogiou o progresso no Haiti, mas disse que é necessário mais trabalho.
A assessora informou durante coletiva de imprensa com Rajiv Shah, administrador da USAID, que mais de 1 milhão de pessoas ainda estão vivendo em tendas um ano após o terremoto que matou no mínimo 200 mil pessoas e feriu mais de 300 mil.
Shah, que coordenou a resposta dos EUA, disse que o sucesso dos esforços de recuperação e reconstrução "dependerão tanto da forte parceria entre o governo, a população e as instituições do Haiti quanto da nossa disposição e do nosso compromisso coletivos para ver o êxito dos nossos esforços".
"Nesse espírito, adotamos várias medidas para tentar pôr em prática as inovações no modo que trabalhamos para garantir que estamos realmente aproveitando as oportunidades do momento para reconstruir melhor, mesmo em um cenário muito difícil", disse Shah.
O governo dos EUA fez parceria com empresas haitianas para desenvolver melhores padrões de construção e participar do trabalho de reconstrução, "criando assim empregos (...) e criando também uma economia local mais vibrante, capaz de manter e concluir o esforço geral de reconstrução e recuperação", acrescentou.
Shah enfatizou que os Estados Unidos mantêm o compromisso de serem "bons parceiros com o povo e o governo do Haiti", trabalhando juntos com o objetivo de recuperação e reconstrução de longo prazo.
