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Grupo promove diálogo sobre mundo pós-11/9
Washington, 11 de agosto de 2011 - Jane A. Morse, da equipe de redação
Talat Hamdami com fotos de seu filho Mohammad Salam Hamdami, americano muçulmano e paquistanês que morreu tentando salvar vidas no World Trade Center em 11 de setembro de 2001
No 10º aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001 ao World Trade Center em Nova York e ao Pentágono, uma coalizão religiosa lembra os americanos que a tragédia atingiu pessoas de 92 nações.
A Prepare New York é uma coalizão de seis organizações inter-religiosas sediadas em Nova York: o Seminário Auburn e seu Centro de Educação Multirreligiosa, o Centro Inter-Religioso de Nova York, a Intersections International, a Odyssey Networks, o Quest e a Tanenbaum e seu Programa de Educação Religiosa e Diversidade. A coalizão foi criada há apenas um ano, em parte em resposta a notícias sobre a proposta de criação do Centro da Comunidade Muçulmana na Baixa Manhattan.
“Nossos esforços são realmente para lembrar os nova-iorquinos que (…) a dor não precisa se opor nem deixar de reconhecer a dádiva da diversidade religiosa na nossa cidade e para o que ela contribui”, declarou a reverenda Chloe Breyer, diretora do Centro Inter-Religioso de Nova York.
“Esquecemos que cerca de 60 muçulmanos morreram nas torres”, disse Chloe. “Como seus familiares sobreviveram ao peso adicional de ter toda sua tradição religiosa colocada sob suspeita? Não somente eles tiveram perdas diretas na família, mas de repente tornaram-se parte do grupo suspeito.”
“Mas a questão que estamos enfrentando é muito mais ampla: como podemos abraçar a dádiva da diversidade religiosa e ao mesmo tempo reconhecer essa dor e essa cicatrização constantes vivenciadas por nossa cidade e por nossa nação?”, pergunta a reverenda Chloe.
A Prepare New York organizou cerca de 500 “conversas na hora do café” com o objetivo de reunir pessoas de todas as origens para discutir questões enfrentadas pelas pessoas no mundo pós-11/9. “As conversas são uma maneira de as pessoas se reunirem, superarem algumas diferenças, mas também enfrentá-las com honestidade”, disse Joyce Dubensky, executiva do Centro Tanenbaum para o Entendimento Inter-Religioso. “Estamos tentando mudar a ênfase do que nos divide para o que nos une”, diz.
Além disso, a coalizão preparou informativos que tratam de questões da diversidade destinados a três grupos distintos: locais de culto, locais de trabalho e escolas. Os informativos são elaborados para promover o diálogo entre vários grupos de qualquer parte do mundo, “sem dizer às pessoas o que pensar”, informou.
“É importante que pessoas de todas as religiões vejam como podemos viver e trabalhar juntos de maneira proveitosa”, disse Joyce Dubensky.