Notícias
Ciência sem Fronteiras: Embaixada em Brasília prepara alunos para estudar nos Estados Unidos
22 de dezembro de 2011 - Postado por Aimee Dowl que é adida de imprensa adjunta da Embaixada dos EUA em Brasília, Brasil.
O universitário médio não acha a segunda-feira de manhã muito estimulante, mas os entusiasmados jovens brasileiros que chegaram à Embaixada dos EUA em Brasília para se preparar para um ano de estudos nos Estados Unidos não são alunos médios. Eles estão entre os 650 alunos que serão os primeiros a levar a bandeira brasileira para os Estados Unidos em nome do programa Ciência sem Fronteiras, grande iniciativa de educação e bolsa de estudos da presidente Dilma Rousseff lançada em julho.
O programa Ciência sem Fronteiras, iniciativa prioritária da presidente Dilma Rousseff, enviará 100 mil alunos brasileiros de destaque ao exterior para estudar ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, na sigla em inglês) nos próximos quatro anos; metade deles estudará nos Estados Unidos. Para alcançar essa meta sem precedentes, a Missão Diplomática dos EUA está em plena atividade, trabalhando com o governo brasileiro e instituições parceiras para acomodar e preparar esse primeiro grupo que vai estudar em mais de cem instituições de ensino superior dos EUA de mais de 40 estados americanos a partir de janeiro de 2012.
Os alunos farão o que os brasileiros chamam de estágio “sanduíche” – equivalente ao “penúltimo ano no exterior” – em uma universidade americana antes de retornar ao Brasil para concluir seus cursos. Embora o governo brasileiro vá fornecer recursos para a maioria dos alunos, a Boeing é a primeira empresa privada a oferecer apoio, financiando 18 bolsas de estudo integrais para esse programa.
Primeiro, os alunos tiveram de descobrir para onde vão. Na segunda-feira de manhã receberam a notícia e, quando chegaram à Embaixada em Brasília e aos Consulados em São Paulo e no Rio de Janeiro, sua empolgação e curiosidade estavam a mil. Nosso Consulado no Recife receberá seu grupo na sexta-feira, 23 de dezembro. Provenientes dos trópicos, os alunos estavam ansiosos para perguntar à equipe da embaixada sobre questões básicas, como o que esperar do inverno em Minnesota, bem como sobre vistos e alimentação nos dormitórios.
Para receber os alunos, reconhecer sua façanha e responder suas perguntas, a Embaixada e os Consulados no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Recife estão convidando-os para participar de sessões de briefings e assistência a vistos durante toda a semana, e em Brasília eles puderam provar um churrasco tipicamente americano com o embaixador Thomas A. Shannon, que virou hambúrgueres e bateu papo com os alunos no evento ao ar livre “Hambúrgueres sem Fronteiras”.
O embaixador Shannon conversou com os alunos sobre a importância do programa Ciência sem Fronteiras, dizendo-lhes que seus pais haviam feito um grande Brasil e eles farão um grande mundo. Ele os estimulou a aproveitar ao máximo a oportunidade para traçar seu futuro.
Sanderson Santos, 22, originário da cidade nordestina de Natal e estudante de engenharia em Brasília, diz que o conhecimento que ele e seus colegas adquirirem nos Estados Unidos pode ajudar o país quando o Brasil abrir suas portas para sediar a Copa do Mundo em 2014.
No ensolarado Rio, Maite Harguindeguy, 21, estava entre os 92 jovens acadêmicos convidados para comer pizza e bolo no consulado. Enviada a Portland, Oregon, ela diz que melhorar suas habilidades linguísticas nos Estados Unidos a ajudará como engenheira, profissão que, segundo ela, requer alto nível de inglês. Ela também declarou que interagir com outra cultura será parte importante da sua experiência.
A secretária Hillary Clinton disse: “Sempre acreditei que a diplomacia não se dá apenas entre autoridades governamentais. Também se dá entre indivíduos, por meio das conexões entre as pessoas. E intercâmbios estudantis são uma das conexões entre pessoas mais importantes que temos.” Aqui estamos prontos para mais 50 mil a partir de agora.