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Hillary Clinton saúda a volta de Honduras à OEA
Washington, 2 de junho de 2011 - MacKenzie C. Babb - da equipe de redação
Funcionário coloca uma bandeira hondurenha para a próxima reunião da Assembleia Geral da OEA, em San Salvador, El Salvador, de 5 a 7 de junho. A OEA votou em 1o de junho, em Washington, pela readmissão de Honduras
Funcionário coloca uma bandeira hondurenha para a próxima reunião da Assembleia Geral da OEA, em San Salvador, El Salvador, de 5 a 7 de junho. A OEA votou em 1o de junho, em Washington, pela readmissão de Honduras
Washington —A secretária de Estado, Hillary Rodham Clinton, saudou a decisão da Organização dos Estados Americanos (OEA) de retirar a suspensão de Honduras do grupo continental, chamando essa decisão de um "grande marco para Honduras, para a OEA e para as Américas".
"O retorno à OEA permite a Honduras reassumir seu lugar de direito no sistema interamericano para ajudar outros países no continente a enfrentar desafios comuns e aproveitar novas oportunidades", declarou Hillary após a decisão de 1o de junho.
A organização suspendeu a participação de Honduras depois da crise política de 2009, durante a qual o ex-presidente Manuel Zelaya foi deposto e retirado do cargo pelo Exército hondurenho. Ele foi substituído por um governo de fato chefiado por Roberto Micheletti, antes de o candidato da oposição, Porfírio Lobo, vencer as eleições presidenciais mais tarde naquele ano.
Para a secretária, a violação da ordem constitucional por Honduras foi um "teste para a OEA e para a capacidade da organização de agir com rapidez e determinação para salvaguardar nossos valores democráticos comuns". Agora, disse ela, graças ao pronto compromisso de Lobo com a reconciliação nacional e aos "esforços incansáveis" de outros Estados-membros da OEA, a democracia foi restaurada.
Segundo a secretária, essa conquista fortaleceu a habilidade da OEA para "lidar com futuros desafios à democracia e com a ameaça que representam para a paz e a prosperidade", acrescentando que o governo e o povo hondurenhos têm agora as ferramentas para "melhorar a governança, fortalecer as instituições democráticas e salvaguardar os direitos humanos, de modo que todos os hondurenhos tenham a chance de um futuro melhor".
O porta-voz adjunto do Departamento de Estado Mark Toner informou que os Estados Unidos continuam preocupados com relatos sobre continuação de violência, ameaças e intimidação contra defensores dos direitos humanos, ativistas e jornalistas. Em coletiva de imprensa em 31 de maio, ele disse que a reintegração de Honduras possibilitará ao país "se beneficiar plenamente da capacidade da OEA de promover os direitos humanos e a boa governança".
Toner elogiou Lobo pelo "firme compromisso em fortalecer o respeito pelos direitos humanos" e aplaudiu as "medidas concretas adotadas por seu governo para fazer avançar essa meta, como exemplificado pela criação de um Ministério de Justiça e Direitos Humanos". Ele disse que os Estados Unidos continuarão a trabalhar com o governo Lobo para promover o respeito pelos direitos humanos em Honduras.
A Assembleia Geral da OEA emitiu sua decisão em 1o de junho de sua sede em Washington. Trinta e dois países-membros votaram pela retirada da suspensão de Honduras, embora o Equador tenha se oposto à volta do país centro-americano ao grupo.