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notas à imprensa

Bate-papo com a imprensa sobre a visita do Presidente Obama a América Latina

16 de março de 2011

Secretário de Imprensa, Jay Carney
Diretor Sênior para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Daniel Restrepo
Assessor Adjunto de Segurança Nacional para Comunicações Estratégicas, Ben Rhodes

Jay Carney: Bom dia. Hoje, dando prosseguimento ao bate-papo on-the-record com a imprensa, mas sem filmagem, que fizemos ontem, estamos fazendo a mesma coisa hoje para discutir outro aspecto desta viagem que o presidente está fazendo para a América Latina. Para passar as informações para vocês hoje tenho à minha direita Dan Restrepo, que é diretor sênior para Assuntos do Hemisfério Ocidental no Conselho de Segurança Nacional; e à minha esquerda Ben Rhodes, assessor adjunto de Segurança Nacional para Comunicações Estratégicas. E passarei a palavra para eles.

Assim como ontem – falarei com vocês daqui a algumas horas, portanto, vamos manter as perguntas desta manhã para estes cavalheiros sobre o assunto da viagem. E depois poderemos – eu responderei às suas perguntas dentro de algumas horas. Obrigado.

Ben Rhodes: Obrigado, Jay. Começarei falando sobre a agenda para a viagem, depois passarei a palavra ao Dan para que ele faça alguns comentários introdutórios, e então responderemos às perguntas.

Começaremos em Brasília. Chegaremos no sábado de manhã. Vou repetir o que disse Mike Froman ontem: existe um enorme potencial econômico nessas relações que é uma parte central do que estamos fazendo aqui. O Brasil é um parceiro de exportação para os Estados Unidos cuja importância cresce enormemente, um mercado emergente em franco crescimento, portanto, como parte dos contínuos esforços do presidente para estreitar nossos vínculos com mercados emergentes no mundo todo, o Brasil é um parceiro fundamental e uma escala fundamental nesta viagem.

Começaremos, após uma cerimônia de recepção no sábado de manhã, com uma reunião bilateral com a presidente do Brasil, Dilma Rousseff. Isto é claro – ela está nos primeiros meses de sua presidência. Ela tem sido muito positiva sobre o tipo de relação que busca com os Estados Unidos. Portanto, vemos uma enorme convergência de interesses entre o Brasil e os Estados Unidos e um grande momento de oportunidade entre uma nova presidente, repetindo, que demonstrou interesse em trabalhar em estreita colaboração com os Estados Unidos em questões de interesse comum. Assim, os dois presidentes terão oportunidade de discutir várias dessas questões. E poderemos falar um pouco sobre isso hoje.

Após a reunião bilateral, os dois presidentes farão uma coletiva de imprensa. Em seguida o presidente participará de uma reunião do Fórum de CEOs. Trata-se de um Fórum de Altos Executivos de Empresas EUA-Brasil. O Mike já deve ter falado um pouco sobre esse evento ontem. O Dan também poderá falar. Depois dessa reunião, haverá um almoço oficial oferecido pela presidente Dilma. Após o almoço, o presidente fará pronunciamentos na cúpula empresarial que estará acontecendo durante todo o dia.

Haverá várias sessões sem a presença do presidente, e depois ele fará um discurso na conclusão da cúpula, à tarde. Repetindo, será uma oportunidade para ele falar sobre o potencial econômico desta relação, a crescente relação de exportação que temos com o Brasil e sobre áreas de cooperação que podemos buscar em setores como energia e infraestrutura, nos quais, repito, temos um novo relacionamento com os brasileiros. Com isso terminam os eventos do sábado.

Domingo, estaremos no Rio. No Rio –, na verdade, devo acrescentar também as atividades da primeira-dama na agenda. Falarei sobre isso a seguir. A primeira-dama viajará com o presidente. Além de acompanhá-lo em alguns desses eventos oficiais, ela também terá uma série de compromissos independentes durante a viagem. Aqueles de vocês que viajaram conosco no passado sabem que ela é extremamente popular no exterior e uma imensa vantagem para os Estados Unidos dada a sua capacidade de dialogar com as pessoas desses países.

Nesta viagem, ela continuará seus esforços para engajar os jovens do mundo todo, em particular os jovens de comunidades e classe social menos favorecidas e continuará a levar sua mensagem de incentivo aos jovens para vencer na área acadêmica, prestar serviços à sua comunidade e assumir um papel ativo na criação de vínculos mais estreitos entre o país de cada um deles e os Estados Unidos.

Em Brasília, no sábado, a primeira-dama participará de uma apresentação cultural com jovens brasileiros, muitos deles de origem humilde que participaram de programas de intercâmbio e de desenvolvimento de liderança patrocinados pelos EUA. Esse será seu evento independente em Brasília. Esse evento é um prosseguimento do encontro da primeira-dama em janeiro de 2010 aqui na Casa Branca com 30 jovens brasileiros que participam do Programa Jovem Embaixador, do Departamento de Estado. Portanto, esse será seu compromisso independente no sábado.

No domingo, no Rio, o presidente começará o dia visitando o Cristo Redentor, que creio ser a imagem que vem à mente de todos nós quando pensamos no Rio de Janeiro. Em seguida ele fará um discurso. Será um discurso dirigido especificamente ao povo brasileiro. Assim como temos um conjunto de interesses comuns sobre os quais ele falará no sábado, temos também um conjunto de valores profundamente compartilhado com os brasileiros. São eles: democracia; um país diversificado; um país que busca a inclusão social – são tantos os valores que prezamos como americanos e compartilhamos com os brasileiros, que o presidente poderá abordar esses aspectos.

Como elemento fundamental do tipo de relacionamento que estamos construindo com o Brasil, acreditamos que seja um relacionamento orientado por interesses comuns, uma potência que emerge rapidamente no cenário global, e acreditamos que temos um relacionamento especialmente estreito com o Brasil devido aos valores que compartilhamos. Portanto, o discurso do presidente terá isso como foco.

Poderá haver outros eventos nesse sábado, mas isso é o que temos confirmado hoje.

Após a escala no Rio, iremos para Santiago, Chile. O Dan poderá falar um pouco sobre isso, mas o Chile é obviamente um parceiro muito próximo e de longa data dos Estados Unidos. É um país com o qual temos um acordo de livre comércio. É um país com o qual trabalhamos em uma gama de nossos importantes interesses. O Chile tem sido, por exemplo, um parceiro crucial em matéria de segurança nuclear – uma das principais iniciativas do presidente – e por meio da Apec – fórum Ásia-Pacífico, ao qual, como vocês sabem, o presidente tem dedicado muito tempo para reengajar e moldar. Eles são nossos parceiros na Parceria Transpacífica no âmbito da APEC, acordo comercial que estamos buscando. Portanto, o Chile é um país com o qual teremos oportunidade de avançar em várias questões bilaterais durante esta viagem.

Após uma cerimônia de recepção, os dois presidentes farão uma reunião bilateral. Após a reunião bilateral, os dois presidentes darão uma coletiva de imprensa. Após a coletiva de imprensa, o presidente fará um discurso em Santiago. Esse será essencialmente o discurso no qual ele apresentará a abordagem do governo para a América Latina.

E quero ressaltar que esta viagem, realmente, se analisarmos o primeiro mandato do presidente – nós obviamente participamos da Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago em 2009; e pretendemos participar novamente este ano. Mas esta é na verdade a viagem sinalizante em termos de sua política para a América Latina neste primeiro mandato. E há grande interesse na região, é claro, no tipo de liderança que os Estados Unidos estão buscando. Assim, o presidente terá oportunidade nesse discurso de falar para toda a região e mostrar o que estamos fazendo em várias áreas fundamentais, como cooperação em energia, segurança dos cidadãos, crescimento econômico e desenvolvimento, democracia e direitos humanos.

Quero acrescentar também que o Chile e o Brasil são dois países que no passado fizeram transições bem-sucedidas de governos mais autoritários para a democracia. Portanto, em face dos eventos atuais, alguns de nós que falaram com vocês sobre modelos de transição bem sucedidos no passado, no que diz respeito a países como o Egito e a Tunísia, citaram, por exemplo, o Chile, país que passou de um governo militar para um governo democrático com muito sucesso e prosperou nos anos seguintes. Assim, ele terá oportunidade de falar sobre os nossos valores comuns também.

Depois desse discurso, ele participará de um jantar oficial oferecido pelo presidente Piñera. E assim termina o programa em Santiago.

No dia seguinte, 22 de março, seguiremos para El Salvador. Essa também será uma escala importante. Ao analisar a viagem que estamos fazendo, vamos ao Brasil, parceiro importante na região e no cenário global – é claro, um país de língua portuguesa. Vamos ao Chile, outro parceiro importante na região e, é claro, um país de língua espanhola. Acreditamos, é óbvio, que a América Central é uma sub-região muito importante das Américas e com a qual os Estados Unidos têm relações de longa data, bem como substanciais populações de imigrantes centro-americanos. Por isso sentimos que seria importante incluir uma escala na América Central.

E temos desenvolvido boas relações de trabalho com El Salvador. Eles são um dos parceiros na nossa política de desenvolvimento e crescimento e um país com o qual cooperamos em uma gama de questões relacionadas a crescimento econômico e segurança. O presidente se encontrará com o presidente Funes, de El Salvador, e terá uma reunião bilateral seguida de coletiva de imprensa. Quero ressaltar, para que vocês possam se planejar, que teremos três coletivas de imprensa, uma com cada um dos líderes. Portanto, haverá essa oportunidade.

Nessa noite, o presidente terá um jantar oficial com o presidente Funes. No último dia, quarta-feira antes do nosso retorno, o presidente terá oportunidade de visitar a Catedral Nacional em San Salvador e lá prestar homenagem no túmulo do Padre Oscar Romero que, certamente, é um heroi para muitas pessoas nas Américas. Depois disso, ele terá oportunidade de visitar algumas ruínas maias antes de retornar aos Estados Unidos.

Vou completar a agenda da primeira-dama antes de passar para o Dan.

Em Santiago, a primeira-dama vai se encontrar com a primeira-dama chilena para uma visita – o Dan poderá falar sobre isso melhor do que eu – ao Museu Interativo Mirador que – ela visitará esse museu. Essa visita incluirá apresentações de jovens chilenos para as duas primeiras-damas.
 
Em seguida a essa visita, a primeira-dama falará a estudantes em uma escola local. É uma escola construída em 2010, que formará sua primeira classe de alunos do ensino médio este ano. Nesse pronunciamento, ela poderá falar pessoalmente sobre a maneira como foi criada, sua busca por educação e a importância da educação, bem como sobre a visão do governo de que a educação é fundamental para uma economia forte – e, sem dúvida, preparar os jovens é fundamental para o futuro do país.

Muitos dos formandos nessa classe que acabei de destacar serão os primeiros da família a buscar o ensino superior, e ela, então, enfatizará a importância dessa conquista. A escola também participa do equivalente chileno do programa Ensinar pelos Estados Unidos, criado por jovens chilenos que fizeram pós-graduação nos Estados Unidos e conheceram o programa. Então, isso também se encaixa em sua mensagem sobre prestação de serviços.

Eu acrescentaria que a educação é uma área em que, no próprio discurso do presidente em Santiago, ele poderá falar sobre como os Estados Unidos podem reforçar nossos laços educacionais e os intercâmbios com países da América Latina.

E, finalmente, em San Salvador, a primeira-dama terá um encontro com jovens do Superate, programa educativo e de desenvolvimento de habilidades para jovens com deficiência – continuando então durante toda a viagem com o seu tema de engajamento, de engajamento de jovens com uma mensagem de educação e prestação de serviço.

Com isso, passarei para o Dan.

Daniel Restrepo: Obrigado, Ben. Para acrescentar apenas uma breve visão geral ao que o Ben apresentou – desde os primeiros dias do governo, o presidente tem se empenhado na criação de novas relações com países de todas as Américas. Com menos de cem dias no governo, ele participou da Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago, onde se reuniu com os líderes do Continente Americano. Ali, ele apresentou a visão de trabalho como parceiros em igualdade de condições com base em respeito mútuo e valores compartilhados, e comprometeu-se, e ao governo, a enfrentar os desafios atuais.

Essa viagem nos dá a oportunidade de destacar o trabalho que foi feito e que continuará a ser feito com um conjunto muito importante de parceiros e líderes globais e regionais – com Brasil, Chile e El Salvador. O presidente já se reuniu no passado com cada um desses líderes que vai visitar – com a presidente Dilma Rousseff, antes de se tornar presidenta, durante o Fórum de Altos Executivos de Empresas Brasil-EUA, quando estavam aqui no ano passado, e também quando ela era chefe de Gabinete do presidente Lula, em Copenhague. Entre outros locais, o presidente teve a oportunidade de, e no último G-20 como presidente eleito, teve a oportunidade de iniciar uma conversa e discutir com ela como aprofundar e ampliar nossas relações em todo um conjunto de questões nos contextos bilateral, regional e global.

O presidente Piñera também é alguém com quem o presidente já se encontrou durante a Cúpula Mundial sobre Segurança Nuclear realizada no ano passado aqui na cidade. O Chile vai assumir a liderança e fazer avançar essa questão regional realizando um seminário de acompanhamento para os países da América Latina em abril, como um desdobramento formal da Cúpula sobre Segurança Nuclear, fornecendo – e os dois presidentes terão oportunidade de discutir essa questão, discutir cooperação e resposta a desastres – uma coisa sobre a qual o Chile, devido à sua localização geográfica e história, é muito bem versado. E, obviamente, eles também tiveram um terremoto e um tsunami significativos no ano passado, cerca de 13 meses atrás.

E o presidente Funes, que visitou o presidente aqui em março último, é outro líder muito bem centrado, de forma pragmática, na solução dos desafios que sua população enfrenta atualmente; desafios que são muito comuns nas Américas – em particular na América Central – de encontrar formas de aumentar o crescimento econômico sustentável e enfrentar os desafios de segurança dos cidadãos provocados pelas organizações criminosas transnacionais.

Isso dá ao presidente a oportunidade de enfatizar o trabalho de parceria com esses países – com a região como um todo, uma região com a qual ele pessoalmente e os mais altos escalões do governo têm estado engajados durante todo o seu mandato, em termos de interações que teve bilateralmente com os líderes aqui em Washington, os membros do G-20 que visitou paralelamente à reunião do G-20 – sejam eles do México, Brasil, Argentina, membros da Apec, como mencionou Ben, e também da região, para incluir Peru, Chile e México.

Então, é uma oportunidade de continuar avançando com esse trabalho, destacando a importância da região, e também enfatizando a restauração da influência e do apelo dos EUA nas Américas, e o efeito que isso teve na diminuição de espaço para aqueles que tentam se fixar politicamente com base em um sentimento antiamericano. Esse espaço foi reduzido significativamente durante os últimos dois anos, e essa viagem oferece uma oportunidade de dar continuidade a isso; mostrar que os EUA e o presidente Obama estão empenhados em ajudar a tratar dos desafios básicos que os povos das Américas enfrentam atualmente e que estão dispostos, prontos e aptos a se engajar de forma construtiva com os líderes da região que têm postura semelhante ao enfocar os desafios atuais, e não argumentos ideológicos ultrapassados ou debates ideológicos ultrapassados.

Então, com isso, acredito que devamos passar às perguntas.

Jay Carney: Faremos isso como eu fiz ontem. Vou chamar algumas pessoas. Ben.

P: Obrigado. Duas perguntas rápidas. A primeira é com relação ao que você falava, Dan, sobre a oportunidade de enfatizar a diminuição de espaço para alguns desses argumentos ultrapassados. Você pode falar mais sobre o que você quer dizer com isso e o que você acredita que o presidente gostaria de enfatizar? E, Ben também – ou na verdade, para ambos – deveríamos pensar nisso como uma viagem que trará resultados concretos além dos temas que vocês querem enfatizar?

Ben Rhodes: Vou dizer algumas palavras e depois passar para o Dan. Sobre a sua segunda pergunta, acredito que são as duas coisas, já que é uma viagem de construção de relações com parceiros importantes. E, novamente, acredito que algumas vezes as pessoas não notam, quando olham para o escopo dos desafios em política externa, que não há realmente região no mundo com a qual estejamos mais profundamente engajados do que as Américas em muitos aspectos, dada a semelhança de populações, a profundidade das relações econômicas, a localização na nossa vizinhança e, novamente, os profundos laços entre os Estados Unidos e esses países em termos de construção de democracia e segurança.
 
Então, isso é – há uma mensagem predominante de que essas relações são fundamentalmente importantes para se ter um continente que enfrente de forma eficaz os desafios comuns – que está aumentando o crescimento econômico, crucial para nós, é claro, porque ao se desenvolverem, essas economias se tornam mercados de exportação substanciais para nós também – e, francamente, para enfrentar os desafios globais. O Brasil está no Conselho de Segurança da ONU. É um país com o qual cooperamos em muitos fóruns globais, como o G-20 e outros. O Chile é membro da Apec. Então, acredito, em primeiro lugar, que fazer avançar essas relações nos permitirá lidar melhor, tanto com os desafios continentais que enfrentamos quanto na obtenção de melhor cooperação no cenário internacional.

Em cada escala dessa viagem há uma série de medidas e acordos concretos que serão realizados sobre os tipos de questões que buscamos nas Américas – questões relacionadas à energia, questões relacionadas ao crescimento econômico e à segurança. Acredito que, em muitos aspectos, contudo, é uma continuação das nossas relações, uma vez que já temos laços profundos com esses países. Sendo assim, eles não são acordos e resultados transformadores. Ao contrário, são parte dos esforços para estreitar as relações.

Em particular, acredito que Mike Froman tenha enfatizado ontem, no Brasil, olhamos para o Brasil e vemos um potencial enorme para o crescimento econômico e uma cooperação econômica que se aprofunda. Assim, grande parte do nosso enfoque será nos passos que precisam ser dados para deslanchar esse potencial. Tem havido um grande crescimento; as exportações dobraram nos últimos cinco anos. Mas quando olhamos para a convergência de interesses que temos em energia, em infraestrutura e em outras áreas, parte do que queremos fazer é abrir portas para que as empresas americanas ampliem esse tipo de cooperação.

Acredito que isso, por exemplo, será um foco nessa cúpula empresarial. E depois, novamente, na região, creio que os resultados se relacionem à construção de relações em curso – coisas como, como disse Dan, o Chile é um parceiro importante na segurança nuclear da região, desempenhando papel de liderança, por exemplo, ao sediar a cúpula de acompanhamento, mas teremos oportunidade de tratar de uma série de questões com as quais cooperamos.

Sobre a sua segunda pergunta – e o Dan deverá ponderar sobre ambas se desejar, naturalmente – mas acredito que o que aconteceu é que, se vocês se lembram vários anos atrás, os líderes da região, como o presidente Chávez e outros, puderam insuflar e capitalizar sobre o sentimento antiamericano em busca de seus próprios interesses. Acredito que isso se deve ao fato de que eles não têm mais tanto espaço para fazer isso exatamente no tempo que vocês provavelmente gastaram ouvindo o que eles dizem.

Porque o fato é que, se você analisar sob qualquer métrica na região, o presidente Obama é um líder muito popular. Ele é um líder que elevou, conforme qualquer pesquisa de opinião pública que você analise, o conceito sobre os Estados Unidos e o conceito sobre a liderança dos EUA no mundo. E isso é importante porque torna mais fácil aos países cooperar conosco e ser nossos parceiros em questões com as quais nos preocupamos. Mas é também importante porque muda a dinâmica na região, de modo que não ficamos presos ao mesmo debate sobre algo que aconteceu há décadas ou a pensamentos como os da época da Guerra Fria sobre a natureza da liderança dos EUA. Em vez disso, é uma relação voltada para o futuro entre os Estados Unidos e a região.

Portanto, mais uma vez, creio que diminuímos radicalmente esse espaço. Creio que o conceito sobre a liderança dos EUA está em alta na região. Esse tipo de viagem só faz isso avançar. E, serve, repito, para jogar um balde de água fria nos que gostariam de capitalizar o sentimento antiamericano e dificultar a cooperação dos governos da região conosco.

Daniel Restrepo: Sim, além disso... voltando à Cúpula das Américas, onde o presidente deixou bem claro que queria se engajar nos desafios de hoje para ajudar a melhorar a vida das pessoas, o papel que os EUA podem desempenhar nisso, e reconhecendo que outros países e outras sociedades e outros governos precisam se apresentar como parte desse processo.

Creio que o que vocês estão vendo cada vez mais em toda a região – e vocês veem isso nos três líderes que vamos visitar – são líderes receptivos a exatamente aquilo que deseja sua própria população; que querem líderes e lideranças focados nos desafios atuais e trabalhando de forma pragmática para enfrentá-los.

E creio que um dos motivos mais importantes por trás da popularidade que Ben estava falando agora, que o presidente usufrui nas Américas, é um reconhecimento de que o presidente está alinhado com o mesmo interesse de verificar como os países das Américas podem juntos, em parceria, resolver os desafios enfrentados pelas pessoas na vida diária, compreendendo que isso não é algo que os EUA vão fazer pelos países da região ou para eles, mas algo para cuja realização seremos parceiros ativos.

E essa abordagem está de fato lidando com os desafios que as pessoas enfrentam e fazendo a diferença na vida das pessoas. É isso que, em última análise, diminui o espaço disponível para os que estão fortemente focados na retórica, tentando atiçar o antiamericanismo e o antielitismo, o que fica mais difícil a cada dia que passa.

P: Duas perguntas, ambas sobre o Brasil, aos dois cavalheiros. Em primeiro lugar, os senhores podem falar um pouco mais sobre o discurso que o presidente fará lá e especificamente se ele concordará com a aspiração brasileira de obter representação permanente no Conselho de Segurança da ONU? Em segundo lugar, enquanto ele estiver no Brasil, os senhores esperam que o presidente faça coro com os brasileiros sobre a questão da moeda chinesa, que eles também se queixaram de estar artificialmente baixa demais?

Daniel Restrepo: Acredito que Mike Froman já respondeu a segunda pergunta ontem e não tenho nada a acrescentar. Mantenho a resposta de Mike Fromam.

Com relação ao discurso, passarei a palavra para o Ben em seguida. Com relação à questão das Nações Unidas, obviamente o presidente Obama e a presidente Dilma Rousseff sem dúvida discutirão as Nações Unidas, a reforma das Nações Unidas e o papel que o Brasil está desempenhando atualmente no Conselho de Segurança da ONU. E também, sem dúvida, discutirão isso em um contexto mais amplo que leve em conta uma arquitetura global que reflita as realidades globais. Por exemplo, como observou ontem Mike Froman, a proeminência do G-20 como fórum econômico global preeminente deu ao Brasil um lugar muito importante na mesa de discussão sobre as questões econômicas globais. O Brasil também desempenhou um papel na reforma do FMI, quando se tornou o décimo maior acionista, tendo sido um beneficiário do FMI há não muito tempo.

Creio, então, que a conversa deles será uma conversa abrangente sobre a importância de garantir instituições eficazes para fazer avançar a paz e a segurança no mundo, e indubitavelmente as Nações Unidas surgirão nessa discussão. Outra vez, em razão dos acontecimentos atuais, indubitavelmente o papel do Brasil no Conselho de Segurança da ONU e a maneira como os EUA e o Brasil estão trabalhando juntos em Nova York farão parte dessa conversa.

Ben Rhodes: Quero apenas acrescentar que acredito, com relação ao discurso, que parte da mensagem é que vemos como muita satisfação o Brasil desempenhar um papel substancialmente maior no cenário mundial. Isso foi algo que vocês viram como fio condutor em grande parte da nossa política externa, ou seja, o fato de termos o amparo de nosso compromisso com o mundo, que são nossos aliados tradicionais, nossos aliados da Europa e da Otan, nossos aliados asiáticos.

Queremos, ao mesmo tempo, lançar uma rede maior em termos das parcerias que estamos construindo com potências emergentes no mundo, como o Brasil. Queremos, ao mesmo tempo, reformular a arquitetura internacional para que reflita melhor essa realidade, e demonstrar que vemos com satisfação uma nação como o Brasil buscar um papel mais expressivo no cenário mundial, particularmente uma nação como o Brasil, que compartilha um conjunto de valores conosco.

Creio, então, que isso fará parte da mensagem mais ampla que ele vai passar. Quanto à pergunta específica da reforma do Conselho de Segurança da ONU, tenho certeza de que ela surgirá nas conversas entre os dois líderes. Não quero antecipar essas discussões.

P: ... e as aspirações do Brasil por uma representação permanente?

Ben Rhodes: Acredito que ele procurará discutir modos pelos quais o Brasil poderá ser mais bem representado no cenário mundial. Já adotamos uma série de medidas nesse sentido, que Dan mencionou sobre o G-20 e o FMI. E há uma discussão em andamento sobre a reforma do Conselho de Segurança, então discutiremos as ambições do Brasil nesse contexto.

P: Dan, você estava falando sobre como a visita do presidente realçará o que os EUA podem fazer com esses países e para esses países. Mas há uma dinâmica diferente na região – o Brasil, sétima maior economia do mundo; o Chile, um país muito bem-sucedido; a América Latina cresceu enquanto os EUA estavam e ainda estão saindo de uma recessão. Portanto, como o senhor vê a margem de manobra do presidente na região com essa mensagem? E como isso ajudará a conter Chávez em um momento em que, mesmo que ele faça muito barulho, como normalmente faz, muitas pessoas parecem não estar prestando atenção?

Em segundo lugar, no Chile, o discurso para a América Latina, haverá alguma menção aos acordos de livre comércio com a Colômbia e o Panamá?

Daniel Restrepo: Quanto à primeira pergunta, a própria dinâmica de que as Américas são uma área vibrante que visivelmente chegou ao cenário mundial faz parte de como funciona o processo de parcerias, faz parte e é elemento essencial do que falamos, de trabalhar desafios comuns de maneira flexível.

Por exemplo, na Cúpula das Américas, o presidente apresentou a proposta para a Parceria sobre Energia e Clima das Américas. E não foi da maneira tradicional americana – “temos a solução para o problema e vocês todos vão aderir à nossa maneira de fazer” – mas, em vez disso, uma proposta de “temos um conjunto de países que enfrentam um desafio comum ou um conjunto comum de desafios com diversas possibilidades, diferentes capacidades; vamos nos reunir em diferentes combinações para resolver juntos esses problemas”.

Foi exatamente isso que fizemos. E os três países que vamos visitar foram atores muito importantes da ECPA, a Parceria sobre Energia e Clima das Américas – o Brasil é obviamente um líder mundial em biocombustíveis e energia limpa; o Chile, um líder mundial em energia solar; e El Salvador tem um potencial energético geotérmico imenso e uma combinação significativa de sua matriz energética é geotérmica. E esses três países e muitos outros da região têm se reunido para trabalhar em eficiência energética, em biocombustíveis, em energia solar e na adaptação necessária para lidar com os efeitos das mudanças climáticas na região.

Creio que em toda esta viagem veremos medidas adicionais juntamente com essa sequência contínua de cooperação por meio da Parceria sobre Energia e Clima das Américas como demonstrativo da noção de que há uma região que é um parceiro disposto e capaz – ou cheia de parceiros dispostos e capazes – para trabalhar nesses tipos de questões, e os Estados Unidos, compreendendo que vivemos nas Américas, somos parte das Américas e precisamos trabalhar juntos para enfrentar esses desafios.

Com relação aos acordos de livre comércio com o Panamá e a Colômbia, como o presidente deixou bem claro no discurso sobre o Estado da União, obviamente são acordos importantes. Assumimos o compromisso de trabalhar em questões importantes com os governos do Panamá e da Colômbia e esperamos fazê-lo com êxito, de um modo coerente com nossos interesses e valores. É esse o nosso foco com relação a esses acordos. E o processo que o presidente expôs e o embaixador Kirk discutiu em público, esse processo continua a se desenrolar, e nos comprometemos a trabalhar nessas questões importantes com nossos parceiros para garantir que os direitos trabalhistas básicos sejam protegidos e que os interesses dos trabalhadores americanos também o sejam.

Jay Carney: Peter.

P: Qual é o estado atual das conversações EUA-Chile sobre energia nuclear? E até que ponto a situação no Japão reescreveu o roteiro sobre essa questão, especialmente no Brasil e no Chile?

Daniel Restrepo: Nos dois países ― no Brasil, como Ben observou, uma das questões ― e como Mike falou ontem ― uma das questões que sem dúvida fará parte da conversa entre os presidentes é uma parceria estratégica na área de energia, sobre como trabalhar melhor juntos em toda uma gama de questões energéticas. E, sem dúvida, a questão da energia nuclear civil estará presente no contexto dessa discussão no Brasil, sempre tendo em mente as questões de segurança.

Com relação ao Chile, como mencionei antes, o país é um líder regional ao conduzir o acompanhamento da Cúpula sobre Segurança Nuclear, realizada aqui no ano passado. Temos conversado com o Chile nesse momento em que o país olha para seu futuro para garantir que estamos cooperando de uma forma... ou que estamos dispostos a cooperar de uma forma que leve em conta a construção de mais capacidade em questões de segurança relacionadas com usos civis. Essa é uma discussão que está em curso e é uma discussão que sem dúvida fará parte das conversações entre o presidente Obama e o presidente Piñera na próxima semana.

P: E a segunda parte da minha pergunta, até que ponto a situação no Japão alterou o roteiro sobre essa questão em cada país, uma vez que seria bastante discutida?

Ben Rhodes: Bem, vou dizer só algumas coisas. Estamos obviamente atentos às preocupações de segurança no Japão. E, francamente, eu diria que nenhum país... ou poucos países estão mais preparados para entender a interseção dos tipos de preocupação com segurança que surgem de terremotos e outros eventos relacionados do que o Chile, que já passou por isso. Portanto, temos relações abrangentes na área energética com ambos os países. A energia nuclear é um dos aspectos dessas relações. Assim, certamente faz parte da nossa pauta com os dois países no contexto dessas relações na área de energia. E a segurança sempre faz parte dos tipos de conversa que temos com outros países sobre essas questões.

Então, novamente, acredito que fará parte do contexto dessas discussões, e trata-se de uma relação duradoura e crescente na área energética. Gostaria também de acrescentar, como Dan mencionou, que o Chile ― com relação à situação no Japão ― é um país com experiência em ajuda emergencial a desastres, que passou recentemente por um forte terremoto e tsunami, por isso tenho certeza de que o Japão vai surgir nesse contexto também.

Na verdade, na Cúpula sobre Segurança Nuclear realizada aqui, o Chile enviou seu urânio altamente enriquecido (HEU) mesmo com o terremoto. Se vocês se lembram, foi uma história extraordinária de como eles cumpriram o compromisso assumido na Cúpula sobre Segurança Nuclear de enviar seu HEU no contexto daquele terremoto. Portanto, a segurança ― bem como a segurança nuclear ― é algo que sempre esteve no centro das nossas conversas com os chilenos.

P: Uma outra coisa rápida. O presidente estará com os mineiros chilenos enquanto estiver lá?

Ben Rhodes: Não temos... não há nenhum evento específico previsto sobre isso neste momento.

Jay Carney: Laura.

P: Tenho três perguntas rápidas. O presidente Obama já esteve em algum desses países, não apenas como presidente? O senhor mencionou a reforma democrática no Chile e na América do Sul como uma espécie de modelo para o Oriente Médio. O presidente fará essa comparação explicitamente? E, finalmente, essa viagem é um esforço para neutralizar a crescente influência da China na região ou o senhor espera que a viagem consiga fazer isso?

Ben Rhodes: Primeiro, poderemos verificar isso. Acho que ele não esteve em nenhum desses países, até onde sei. E sei que ele está ansioso para visitar a região, então acho que esta é a primeira vez que ele visita esses três países. Informaremos se isso está correto, mas acho que essa é a resposta.

Em segundo lugar, sim, acho que ele vai fazer a comparação. Outra vez, acho que parte do que o presidente disse quando foi concluída a primeira fase da transição egípcia, quando o presidente Mubarak saiu... é isso que temos visto ao longo das últimas décadas, isto é, transições democráticas ocorrendo em partes muito diferentes do mundo.
Houve uma onda democrática na América Latina nos anos 70 e 80. Houve desenvolvimento democrático no Sudeste Asiático e na Ásia. Houve, é claro, as drásticas transições democráticas no Leste Europeu.

E parte da questão aqui é que, apesar das dificuldades associadas com a transição de um governo mais autoritário para um democrático, o mundo pode olhar para trás e ver muitos modelos diferentes de transições bem-sucedidas. Você vê, é claro, em outras partes do mundo, um país como a Indonésia ou as Filipinas, que foi capaz de fazer a transição de um governo mais apoiado pelos militares para um mais democrático.

Mas, de novo, o Chile demonstrou com muito sucesso que, apesar das dificuldades e apesar dos desafios extraordinários, é possível que um país passe por uma transição que não apenas conduza a um país mais democrático, mas a um país mais bem-sucedido, que desfrute de maior crescimento econômico, melhores relações com o mundo e a comunidade internacional.

E o Brasil, é claro, tem uma história semelhante. E a própria presidente Dilma Rousseff representa, em muitos aspectos, o sucesso dessa transição. Então, acho que ele vai falar sobre isso.

Na sua terceira pergunta, destacaria que obviamente entendemos que a China tem um amplo conjunto de relações no mundo todo, assim como nós. Não acreditamos que precise ser uma espécie de competição de soma zero nas Américas. Então, eu descartaria isso nesse contexto. Mas também diria que acreditamos ser imperativo que os Estados Unidos não se afastem dessas regiões. Há um custo para o afastamento. Essa tem sido uma mensagem que passamos sobre o motivo de termos nos concentrado tanto na Ásia, por exemplo, e certamente vale para a América Latina ― quando nos afastamos, prejudicamos nossa capacidade de fazer avançar parcerias que servem aos nossos interesses.

E há muitas oportunidades nas Américas. Essas economias estão crescendo. Essas sociedades são dinâmicas. São países que estão em ascensão em muitos aspectos. E, mais uma vez, é de grande interesse dos Estados Unidos, de interesse do continente, que nós sinalizemos que estamos comprometidos com a região e que não vemos, novamente, nosso continente, que é incrivelmente importante para nós em termos, de, mais uma vez, não aproveitar o potencial dessas relações.

E a última parte é que também acreditamos que temos ― e dissemos isso, por exemplo, quando estivemos na Índia ― que compartilhamos valores com esses países. E o fato de que são democracias nos permite buscar uma relação mais profunda do que teríamos condições de buscar com países que não são democracias. Nossos intercâmbios e nosso compromisso se estendem dos governos às empresas e às pessoas. E, novamente, ter uma base de países com os quais você compartilha não apenas interesses e valores permite maior potencial no tipo de relações que vamos ser capazes de construir.

P: Em El Salvador, o presidente vai falar sobre imigração? Há algo em torno de 1,5 milhão de imigrantes salvadorenhos nos EUA. Ele pediu ao Congresso para rever o sistema de imigração. Ele vai avançar nessa questão?

Daniel Restrepo: Como você sabe, há uma forte ligação entre a população salvadorenha nos Estados Unidos. Isso é uma coisa que, como observou o presidente Obama quando o presidente Funes esteve aqui no ano passado, é algo que beneficiou os dois países. E, sem dúvida, a questão da imigração e das políticas de imigração vai surgir.

O presidente Obama deixou muito claro seu compromisso com a reforma abrangente da imigração, seu desejo e seu apelo aos dois partidos, republicanos e democratas igualmente, para avançar. Ao discutir isso com o presidente Funes tenho certeza de que ele vai reiterar esse desejo.

E outra coisa importante que o presidente Funes destacou quando esteve aqui e em diversas ocasiões, como outros líderes também o fizeram, a importância do crescimento econômico sustentável em países como El Salvador, abordando questões de segurança dos cidadãos em países como El Salvador para que o povo salvadorenho possa realizar seus sonhos em El Salvador. Isso é importante para El Salvador e, obviamente, tem impacto na dinâmica da imigração para os Estados Unidos.

Então, esse conjunto de questões fará parte da discussão entre os dois presidentes, quando o presidente Obama ressaltará seu compromisso em avançar para corrigir nosso sistema deficiente e seu apelo a republicanos e democratas no Congresso para que se juntem a ele na solução desse desafio importante que enfrentamos juntos.

Jay Carney: Sim, senhor, de gravata listrada.

P: Obrigado

Jay Carney: Esta é a última, pessoal. Vamos ter de finalizar.

P: O acordo de cooperação nuclear será assinado ou não no Chile? Porque ontem isso não ficou muito claro na coletiva. E também se haverá novos recursos para o plano Segurança da América Central anunciado lá. Obrigado.

Daniel Restrepo: Sobre o Chile, acho que respondemos. A questão da cooperação em segurança nuclear faz parte do diálogo bilateral entre os Estados Unidos e o Chile. Fará parte do diálogo entre os dois presidentes na próxima semana em Santiago.

Com relação à segurança dos cidadãos, fizemos... o presidente fez um investimento enorme em várias parcerias sobre segurança nas Américas por meio da Iniciativa Mérida com o México; da Iniciativa de Segurança da Bacia do Caribe (Carsi) na América Central; lançando a Iniciativa de Segurança da Bacia do Caribe (CBSI) na Cúpula das Américas com os países do Caribe; dando continuidade à nossa cooperação com a Colômbia por meio da CSDI ― a Iniciativa de Desenvolvimento Estratégico da Colômbia.

Tudo isso fará parte da mensagem do presidente e de como trabalhamos em conjunto com um número crescente de parceiros capacitados na região para juntos fazer avançar a segurança dos cidadãos ― não somente os EUA, os EUA assumindo sua responsabilidade, fazendo a sua parte, mas trazendo outros países para a mesa de negociação para ver como podemos trabalhar nas questões de segurança do cidadão; em particular aqueles da América Central, farão parte das conversas do presidente em todas essas escalas da viagem, não apenas em San Salvador.

Jay Carney: Muito obrigado a todos. Agradecemos o tempo de todos vocês. Estaremos juntos de novo daqui a algumas horas.