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EUA pretendem reconhecer o Sudão do Sul como país independente
Stephen Kaufman - Da equipe de redação
O presidente Obama cumprimenta o povo do Sudão do Sul por realizar um referendo “bem-sucedido e animador” por meio do qual optou pela independência.
Washington — Com o anúncio de que uma maioria esmagadora de sudaneses do sul votou pela criação de um país independente, o governo Obama informa que pretende reconhecer o novo país em julho e que está começando o processo de retirarada do Sudão da sua lista de países patrocinadores do terrorismo
"Após décadas de conflito, as imagens de milhões de eleitores sudaneses do sul decidindo seu próprio futuro foi uma inspiração para o mundo e outro passo à frente na longa jornada da África rumo à justiça e à democracia", declarou o presidente Obama em 7 de fevereiro.
Os resultados finais do referendo realizado entre 9 e 15 de janeiro foram anunciados em 7 de fevereiro, revelando que mais de 98% dos eleitores do sul optaram pela separação do Sudão.
Obama cumprimentou o povo do Sudão do Sul e disse estar "feliz por anunciar a intenção dos Estados Unidos de reconhecer formalmente o novo país como estado soberano e independente em julho de 2011".
Todas as partes precisam "garantir que este momento de promessa histórico se torne um momento de progresso duradouro", declarou Obama. O presidente pediu a total implementação do Acordo de Paz Abrangente (CPA) de 2005 e disse que todas as principais disputas devem ser resolvidas pacificamente.
"Ao mesmo tempo, é preciso acabar com os ataques contra civis em Darfur e pôr um fim definitivo a esse conflito", disse Obama.
"Os Estados Unidos continuarão a apoiar as aspirações de todos os sudaneses … [e] trabalharão com os governos do Sudão e do Sudão do Sul para assegurar uma transição tranquila e pacífica para a independência", prometeu o presidente.
A secretária de Estado, Hillary Rodham Clinton, elogiou o governo do Sudão em Cartum por aceitar o resultado do referendo.
Ela anunciou que os Estados Unidos "estão começando o processo de retirada da designação do Sudão de Estado Patrocinador do Terrorismo, cuja primeira medida é iniciar uma revisão dessa designação."
Sudão tem sido listado como país patrocinador do terrorismo desde 1993 devido às suas ligações com organizações terroristas internacionais. Líderes terroristas como Carlos, o Chacal, Osama bin Laden e Abu Nidal moraram em Cartum durante as décadas de 1980 e 1990. A designação impediu o Sudão de comprar ou receber armamentos dos EUA e de receber qualquer assistência econômica americana, além de outras restrições.
"A remoção da designação de País Patrocinador do Terrorismo será feita se e quando o Sudão cumprir todos os critérios definidos na legislação americana, inclusive o de não apoiar o terrorismo internacional nos seis meses anteriores e dar garantias de que não apoiará tais atividades no futuro, bem como o de implementar integralmente o Acordo de Paz Abrangente de 2005, inclusive por meio de uma solução pacífica sobre Abyel e as negociações fundamentais pós-referendo", explicou a secretária.
O porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowley, informou em 7 de fevereiro que o Sudão deu indícios de que quer manter relações normais com os Estados Unidos e que a designação de país patrocinador do terrorismo é uma questão que se interpõe entre Cartum e Washington.
"Nós sinalizamos que estamos dispostos a trabalhar para resolver isso, com a advertência ... de que há exigências legais específicas que precisam ser cumpridas antes que tal medida seja adotada", informou Crowley.
(Produzido pelo Bureau de Programas de Informações Internacionais, Departamento de Estado dos EUA. Site: http://www.america.gov)