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Altas autoridades americanas traçam o caminho a ser seguido no Iraque
Merle David Kellerhals, Jr. - Da equipe de redação
O embaixador dos EUA no Iraque, Jeffrey, à direita, e o general Austin, à esquerda, prestam depoimento na Comissão de Relações Exteriores do Senado, em 1o de fevereiro, sobre a transição para o controle civil no Iraque
Washington — As duas maiores autoridades americanas em assuntos do Iraque declararam a uma comissão do Senado em 1o de fevereiro que a transição dos EUA de missão militar para missão civil no Iraque está avançando de acordo com o cronograma e com a cooperação total do governo e das forças de segurança do Iraque.
Em pronunciamento conjunto preparado para a audiência, o embaixador dos EUA James Jeffrey e o general do Exército Lloyd Austin disseram à Comissão de Relações Exteriores do Senado que este ano será ao mesmo tempo crucial e desafiador — "este ano determinará as condições para a continuidade do progresso no Iraque".
"As tendências na área de segurança são boas, mas o ambiente é complexo", acrescentaram. "O Iraque ainda enfrenta inimigos perigosos e determinados, cada qual com objetivos e táticas próprias".
O presidente Obama e o primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, prometeram a retirada total das forças americanas até o final de dezembro.
"Para que os Estados Unidos atinjam suas metas, o governo do Iraque precisa se responsabilizar pela segurança interna, desenvolver recursos de defesa externa e liderar e administrar suas instituições", afirma o comunicado conjunto.
Uma das maiores preocupações do Congresso durante esse período de transição é a capacidade das Forças de Segurança do Iraque de fornecer segurança suficiente e contínua para a enorme Embaixada dos EUA em Bagdá e seus consulados menores em Basra, Erbil, Kirkuk e Mosul.
Jeffrey e Austin declararam aos senadores que o ambiente de segurança do Iraque será relativamente estável em janeiro de 2012, depois que os últimos contingentes das Forças Armadas dos EUA forem retirados do país. Eles basearam essa avaliação em inúmeros fatores que incluem o pressuposto de que a Al Qaeda no Iraque ainda terá capacidade de fazer alguns ataques, mas perderá o apoio público. Essa falta de apoio enfraqueceria de maneira efetiva e substancial a ameaça terrorista.
Eles também acrescentaram que a insurgência dos sunitas continuará a representar uma pequena ameaça e que os extremistas xiitas continuarão a ser financiados, treinados e equipados pelo vizinho Irã.
"A violência será mascarada por criminalidade, contrabando e extorsão — uma combinação de extremismo e crime", dizem os líderes. Embora as Forças de Segurança do Iraque estejam cada vez mais capazes de prover a segurança interna, ainda estarão desenvolvendo capacidade de defesa contra inimigos externos, disseram.
Jeffrey e Austin informaram aos senadores que, à medida que as Forças Armadas se retiram, os civis — diplomatas, trabalhadores de ajuda humanitária e consultores — estão passando a ter papel mais proeminente para ajudar o Iraque a atingir suas metas políticas, econômicas, diplomáticas e de segurança.
"O Departamento de Estado está pronto a assumir a liderança. Mas necessitamos do apoio e dos recursos para terminar o trabalho", comunicou Jeffrey à comissão do Senado.
Jeffrey e Austin disseram que os Estados Unidos estão diante de uma oportunidade histórica e crucial para ajudar o Iraque a emergir como parceiro estratégico e força de estabilidade e moderação naquela que tem sido com frequência uma região conturbada.
"Não podemos nos dar o luxo de deixar escapar os avanços pelos quais nos sacrificamos tanto antes que estejam consolidados", afirmaram.
(Produzido pelo Bureau de Programas de Informações Internacionais, Departamento de Estado dos EUA. Site: http://www.america.gov)