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As aspirações dos iranianos são semelhantes às dos egípcios, diz Clinton
Washington - Stephen Kaufman, da equipe de redação
A secretária de Estado Hillary Rodham Clinton declarou que o apoio do governo Obama às aspirações do povo egípcio também serve para o Irã, e que as manifestações em curso no Irã são "uma prova da coragem do povo iraniano". O fato de o governo do Irã usar a força contra manifestantes, após ter expressado repetidas vezes apoio às aspirações dos egípcios, disse Hillary, é "um exemplo da hipocrisia do regime iraniano".
A secretária falou a jornalistas em 14 de fevereiro após reunião com o presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, John Boehner.
Durante os distúrbios políticos no Egito, os Estados Unidos pregaram a não violência, apoiaram os direitos humanos universais do povo e "aprovaram a mudança política que trará resultados positivos, dando ao povo egípcio um futuro econômico e político melhor.
"Isso vale para o Irã", disse ela. "Desejamos à oposição e ao bravo povo nas ruas das cidades do Irã a mesma oportunidade conseguida por seus pares egípcios na semana passada."
Clamando pela não violência e pelo respeito aos direitos humanos do povo iraniano, Hillary Clinton declarou que os iranianos merecem os mesmos direitos que viram postos em prática no Egito e que são parte de seus direitos inatos". O governo iraniano deveria se comprometer com a abertura do sistema político no país e "ouvir as vozes da oposição e da sociedade civil", acrescentou.
A secretária ressaltou que durante as três semanas de distúrbios no Egito, o governo iraniano "constantemente manifestou apoio ao que estava acontecendo", mas "agora, quando lhe foi dada a oportunidades de propiciar ao seu povo os mesmos direitos que clamaram em nome do povo egípcio", os líderes iranianos "mais uma vez mostram seu verdadeiro caráter".
A secretária elogiou os militares egípcios por demonstrar forte compromisso com o povo egípcio ao atuar com "moderação e apoiar o direito de expressão" e disse que agora estão sendo chamados para dirigir o país em "uma transição ordeira, pacífica e significativa para um futuro democrático".
"É um momento muito desafiador para os militares egípcios", disse ela, e acrescentou que, até agora, eles "demonstraram seriedade de propósito e compromisso com a busca do tipo de transição que, esperamos, culminará em" eleições livres e outros componentes de uma sociedade democrata.
"Continuaremos a trabalhar, não apenas com os militares, mas com a sociedade civil, com uma ampla gama de representantes de todos os segmentos do Egito, em toda a sua variedade e profundidade, na economia, na academia, nas profissões e em qualquer outro aspecto de seu estimulante compromisso agora com um futuro diferente", afirmou Hillary Clinton.
Um dia após elogiar a luta pacífica do povo egípcio para mudar o governo, o presidente Obama telefonou ao primeiro-ministro britânico, David Cameron, ao rei Abdullah, da Jordânia, e ao primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, em 12 de fevereiro, para falar sobre os últimos acontecimentos e reafirmar sua admiração pelo povo egípcio, segundo pronunciamento da Casa Branca de 12 de fevereiro.
O presidente recebeu com satisfação o anúncio feito pelo Conselho Supremo das Forças Armadas do Egito de que estão engajados em uma transição civil democrática e comprometidos em apoiar as obrigações internacionais do Egito. Em conversas com líderes estrangeiros, Obama "enfatizou sua convicção de que a democracia trará mais — não menos — estabilidade à região" e "enfatizou o compromisso dos EUA em fornecer o apoio necessário e requisitado pelo povo egípcio em sua busca por uma transição confiável e ordeira para a democracia, inclusive trabalhando com parceiros internacionais para fornecer apoio financeiro", declarou a Casa Branca.
Os líderes concordaram "sobre a importância de uma transição pacífica para um governo democrático que atenda às aspirações do povo egípcio". Obama reafirmou o forte compromisso dos EUA com "o apoio a um Oriente Médio mais pacífico e próspero em estreito diálogo com todos os nossos parceiros regionais".
O Departamento de Estado também informou que o subsecretário de Estado para Assuntos Políticos, William Burns, visitou a Jordânia nos dias 11 e 12 de fevereiro, onde se reuniu com o rei Abdullah, membros do governo jordaniano e líderes da sociedade civil para discutir os acontecimentos no Egito e outros assuntos.
Segundo declaração do Departamento de Estado de 12 de fevereiro, Burns disse que os Estados Unidos têm um compromisso forte e de longo prazo com o bem-estar da Jordânia e elogiou "a recente reafirmação da ambiciosa agenda do rei Abdullah para a modernização do país".