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Cúpula mundial presta homenagem aos afrodescendentes nas Américas
Postado por Zakiya Carr-Johnson, 24 de agosto de 2011
Zakiya Carr-Johnson é assessora sênior da Unidade de Raça, Etnia e Inclusão Social do Bureau de Assuntos do Hemisfério Ocidental.
Um caloroso “Buiti achuluruni” foram as palavras de boas-vindas em garifuna para mais de mil participantes que foram a La Ceiba, em Honduras, para participar da primeira Cúpula Mundial de Afrodescendentes. A Cúpula Mundial de Afrodescendentes:
Desenvolvimento Integral e Sustentável com Identidade foi organizada pela Organização de Desenvolvimento Étnico Comunitário e pela Comissão Internacional da Sociedade Civil para comemorar o Ano Internacional dos Afrodescendentes das Nações Unidas (ONU) e da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Entre os participantes da cúpula estavam representantes da sociedade civil, do governo e de organizações internacionais de mais de 30 países.
Liderei a delegação do Departamento de Estado. Faziam parte da delegação americana vários funcionários do Bureau de Assuntos do Hemisfério Ocidental e da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, bem como autoridades da Embaixada dos EUA em Honduras.
Os participantes presentes à cerimônia de abertura incluíram os presidentes Porfirio Lobo, de Honduras, e Álvaro Colom, da Guatemala, o vice-presidente Alfio Piva, da Costa Rica, embaixadores e membros do corpo diplomático de Honduras, ministros do governo central, o prefeito de La Cieba, representantes de 34 delegações internacionais e da comunidade local. O presidente Lobo enfatizou: “A discriminação racial e étnica de qualquer tipo é intolerável. (...) Não há exceção.” Disse ainda:
“Os direitos das pessoas e os direitos das comunidades não devem ser concessões de um governo, porque todos nascemos iguais e com os mesmos direitos.” Outros oradores declararam sua solidariedade para com os afrodescendentes, bem como a importância da diversidade e a disposição de trabalhar juntos para melhorar as condições dos afrodescendentes, que são geralmente marginalizados econômica, política e socialmente.
A secretária de Estado, Hillary Rodham Clinton, enviou uma mensagem aos coordenadores e participantes da Cúpula. Ela disse: “Precisamos continuar a melhorar a igualdade racial na região e no mundo todo.
Precisamos promover maior diversidade, abertura e entendimento.
Precisamos ampliar a educação, o empreendedorismo e as oportunidades de emprego para mais pessoas, para enfrentar os desafios comuns que temos à nossa frente.” Além da declaração da secretária Hillary Clinton, um representante da União Africana (UA) fez uma declaração salientando o aumento das missões da UA, inclusive uma nova missão em Washington, DC, e estimulando os afrodescendentes a desempenhar um papel ativo na UA.
A Cúpula comemorou a rica herança cultural dos afrodescendentes com apresentações de grupos como Trupe de Dança Garifuna, Chen Lo e The Lo Frequency (grupo americano patrocinado pela Embaixada dos EUA em Honduras) e de artistas caribenhos. Os ritmos sentimentais do Chen Lo e do The Lo Frequency emolduraram canções de vários artistas afro-americanos. Além disso, jovens locais exibiram seus talentos de dança com a apresentação de 20 canções populares. Uma coleção de imagens do concurso de fotografia do Ano Internacional dos Afrodescendentes da Embaixada dos EUA foi exibida durante o evento. O concurso de fotografia do Ano Internacional dos Afrodescendentes, realizado em abril, também comemorou o mês da Herança Africana em Honduras.
A Cúpula salientou as contribuições positivas dos afrodescendentes aos seus respectivos países e ao mundo todo e ao mesmo tempo reconheceu e discutiu os desafios que continuam a enfrentar. O evento terminou com uma declaração, incluindo o pedido de um Fórum Permanente de Assuntos Afrodescendentes na ONU, na OEA e na União Europeia, além da criação de um fundo de desenvolvimento para comunidades africanas e afrodescendentes.