Notícias
Africom fortalece desenvolvimento e segurança na África
Washington - Stephen Kaufman | Da equipe de redação - 26 de julho de 2011
O Comando dos Estados Unidos para África (Africom) está capacitando nações parceiras a combater ameaças extremistas, respeitar o controle civil e responder de forma mais efetiva às necessidades humanitárias e de segurança do continente, disse uma alta funcionária do Departamento de Defesa dos EUA aos congressistas.
Em depoimento perante a Subcomissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos EUA sobre a África em 26 de julho, a subsecretária adjunta de Defesa, Vicki Huddleston, afirmou que o Africom, criado em outubro de 2008, não é uma força militar hostil na África.
“O Africom está no continente para promover a capacitação de militares profissionais sob controle civil”, sublinhou a subsecretária.
A parceria do comando com 54 países africanos ajuda essas nações a usar de maior habilidade para “combater o extremismo e fornecer segurança a seus cidadãos, além de contribuir para a manutenção da paz”, continuou. Por sua vez, o aumento da capacitação ajuda-os a propiciar “um ambiente seguro para a democracia, a governança e o desenvolvimento”.
Quase três anos após o lançamento do comando, muitos africanos tiveram a oportunidade de ver o Africom em ação. Por exemplo, em outubro de 2009, cerca de 650 membros do efetivo militar de Burundi, Quênia, Ruanda, Tanzânia e da nação beneficiária, Uganda, juntaram-se às tropas americanas para realização de um exercício com duas semanas de duração intitulado Natural Fire 10. O exercício teve como foco a ajuda humanitária e emergencial. Vicki Huddleston declarou que os militares também trabalharam juntos para construir uma escola e forneceram ajuda humanitária a uma clínica de saúde.
Tais exercícios servem para os africanos verem como o Africom “ajuda os militares de seus países não apenas a aumentar sua capacitação, mas também a trabalhar com outros militares da região”, disse a subsecretária.
Os africanos também têm tido a oportunidade de ver o Africom treinar o exército liberiano e um batalhão da República Democrática do Congo em Kisangani, que agora está posicionado para proteger os civis em uma região onde o Exército de Resistência do Senhor está em operação, informou Vicki Huddleston.
“Ao oferecer treinamento a unidades militares profissionais que respeitam o controle civil, esses militares desempenham papel importante para a estabilidade e o respeito pelo Estado de Direito”, disse a subsecretária, ao mesmo tempo que os exercícios do Africom “oferecem oportunidades para os parceiros africanos continuarem a aperfeiçoar suas habilidades profissionais”.
A subsecretária afirmou que o treinamento está em conformidade com os padrões internacionais de direitos humanos, incluindo o respeito pelo Estado de Direito, a tolerância e os direitos da mulher.
Sharon Cromer, vice-administradora sênior adjunta para África na Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), falou em audiência no Congresso que os esforços do Africom para promover segurança, estabilidade e paz são essenciais para a criação de um ambiente propício ao crescimento econômico, à redução da pobreza e ao desenvolvimento.
O desenvolvimento econômico precisa de “militares profissionais que respeitem os direitos humanos e respeitem a boa governança e a democracia”, disse a vice-administradora.
“Não podemos realmente prosseguir com nossa intervenção no desenvolvimento de maneira satisfatória se não tivermos paz e segurança. Por essa razão, o que o Africom tem feito no continente para aumentar o profissionalismo dos militares e apoiar os direitos humanos e a boa governança é absolutamente essencial para o que realizamos na área de desenvolvimento”, concluiu Sharon.
(Produzido pelo Bureau de Programas de Informações Internacionais, Departamento de Estado dos EUA. Site: http://iipdigital.usembassy.gov/iipdigital-en/index.html